Perda do olfato: quais são as causas mais comuns?
- há 6 dias
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Sentir o cheiro de um café fresco, perceber o aroma de uma refeição ou identificar um vazamento de gás são situações que fazem parte do nosso dia a dia. Por isso, quando ocorre a perda do olfato, também chamada de anosmia (perda total) ou hiposmia (redução da capacidade de sentir cheiros), a qualidade de vida pode ser bastante afetada.
Embora muitas pessoas associem esse sintoma apenas a gripes e resfriados, existem diversas outras causas que merecem atenção.
Quais são as causas mais comuns da perda do olfato?
1. Gripes e resfriados
Infecções virais costumam provocar inflamação da mucosa nasal, dificultando a passagem dos odores até os receptores responsáveis pelo olfato. Na maioria dos casos, o problema melhora após a recuperação.
2. Rinite alérgica
A rinite causa inchaço da mucosa do nariz, aumento da produção de secreção e obstrução nasal, fatores que podem reduzir temporariamente a percepção dos cheiros.
3. Sinusite
Quando os seios da face ficam inflamados, o acúmulo de secreção pode prejudicar o funcionamento normal do olfato, principalmente em casos recorrentes ou crônicos.
4. Pólipos nasais
Os pólipos são pequenas formações benignas que crescem dentro do nariz e podem bloquear a passagem do ar, diminuindo ou até impedindo a percepção dos odores.
5. Desvio de septo e outras alterações anatômicas
Em alguns casos, alterações na estrutura do nariz dificultam a circulação adequada do ar e influenciam na capacidade de sentir cheiros.
6. Traumatismos
Pancadas na cabeça ou no nariz podem lesionar os nervos responsáveis pelo olfato, causando perda parcial ou total da função.
7. Envelhecimento
Com o avanço da idade, é natural ocorrer uma redução gradual da sensibilidade olfativa, embora perdas importantes devam sempre ser investigadas.
8. Doenças neurológicas
Algumas doenças, como Parkinson e Alzheimer, podem apresentar alterações no olfato como um dos primeiros sinais clínicos.
Quando é hora de procurar um otorrinolaringologista?
É importante buscar avaliação médica quando:
A perda do olfato dura mais de duas semanas.
O sintoma surgiu de forma repentina sem causa aparente.
Existe obstrução nasal persistente.
Há sangramentos frequentes ou secreção com mau cheiro.
A perda do olfato interfere na alimentação ou na qualidade de vida.
O diagnóstico correto permite identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende da origem do problema. Pode incluir:
Medicamentos para controlar alergias e inflamações;
Lavagem nasal com solução salina;
Tratamento de infecções;
Cirurgias, quando há alterações estruturais ou pólipos;
Treinamento olfatório em casos específicos, sob orientação médica.
Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir a melhor conduta.
É possível recuperar o olfato?
Na maioria dos casos, sim. Quando a causa é identificada precocemente e tratada corretamente, muitos pacientes recuperam parcial ou totalmente a capacidade de sentir cheiros. Quanto mais cedo a investigação é realizada, maiores são as chances de sucesso no tratamento. A perda do olfato não deve ser encarada como um sintoma sem importância. Além de impactar o prazer de comer e a qualidade de vida, ela pode ser um sinal de diferentes condições que precisam de avaliação especializada.
Se você percebeu uma redução ou perda do olfato, agende uma consulta com um otorrinolaringologista. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para recuperar sua saúde e seu bem-estar.
Dra. Karoline Cedraz
Especialista em rinoplastia em Feira de Santana
Médica especialista em cirurgias plásticas da face
CRM 31400 | RQE 22190



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